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Veja aqui trechos da reportagem do caderno de informática de "O
GLOBO "
que saiu na 2a feira no dia 13 de fevereiro de 2006.

O pulso não
vai mais pulsar.
Mudança
na cobrança de telefonia fixa vai encarecer a internet discada.
A
mudança no sistema de tarifação da telefonia fixa, que passará a
ser feita em minutos e não mais em pulso acabará onerando o
serviço de acesso discado à internet, uma vez que este é cobrado
como ligação de voz. Se por um lado os clientes terão como
benefícios contas telefônicas discriminadas e mais clareza na
hora de usar o serviço, o mercado se prepara para aumentar as
tarifas, que irão segundo própria tabela da Anatel.
Não à toa entidades de defesa
do consumidor como IDETEC, PROCON e PROTESTE já manifestaram seu
descontentamento com o novo sistema de tarifação. Segundo as
entidades, as mudanças propostas pela Anatel vão beneficiar o
consumidor que fizer ligações mais curtas (De até 1 minuto), mas
vão onerar pesadamente quem falar mais tempo.
Segundo PROTESTE, quem fizer uma ligação de um minuto terá a
redução de aproximadamente 35% na tarifa mínima, mas ligações de
10 minutos o mesmo consumidor poderá pagar mais de 114% a mais (ainda
considerando-se a mínima).
E é aí que complica a situação da internet discada: o acesso é
cobrado da mesma forma que uma ligação de voz, só que, ao
contrário do que acontecesse num telefonema, ninguém conecta a
internet em 1 minuto, fazendo que com isso o acesso discado se
torne inviável com o novo sistema de tarifação.
Novo sistema de cobrança poderá fazer mercado de internet discada
perder terreno para a banda larga, diz Abranet.
A conversão das tarifas depois da mudança do sistema de cobrança de
pulsos para minutos ainda é complicada - e, segundo as entidades
de defesa do consumidor, os preços vão subir demais, podendo
afetar gravemente o mercado de internet discada, já sofrido com
a concorrência da banda larga. De acordo com relatório de
outubro do Ibope, 4,4 milhões de brasileiros usam acesso discado.
A tarifação para internet será a mesma de uma ligação de voz, tal
qual acontece no sistema de pulsos. A operadora diz ainda que no
horário normal o novo método se baseia na cobrança de um tempo
inicial mínimo de conversação de 30 segundos e tarifação do
excedente a cada seis segundos.
No horário reduzido (segunda a sexta de 0h às 6h; sábados das 0h
às 6h e de 14h às 24h; e domingos e feriados das 0h às 24h), o
cliente terá descontado o equivalente a dois minutos de ligação
de sua franquia mensal ou, se esta já estiver excedida, pagará
dois minutos além da franquia, por conexão, independentemente da
sua duração. Para exemplificar: usando em horário reduzido, o
cliente pagará R$ 0,20324 (com impostos) por ligação. No sistema
de pulsos ele paga R$0,15787.
Banda larga seria a melhor
solução.
Difícil de entender, certo?
Sim.
E como ficam os
provedores de acesso discado à internet diante desse mafuá?
Segundo Antonio
Tavares, presidente da Associação Brasileira de Provedores de
Acesso de Serviços e Informações da Rede de Internet (Abranet),
a mudança é positiva, mas quem vai se beneficiar mais serão
justamente as operadoras de telefonia, que começarão a fidelizar
ainda mais os clientes.
Para os provedores
pequenos a mudança é mais um problema. E para o consumidor, a
conversão de pulsos para minutos é vantagem?
A mudança
foi para melhor, mas as operadoras não vão perder a oportunidade
de ganhar mais com ela. O que vai acontecer é que o mercado de
banda larga vai crescer, porque o discado vai passar a não ser
mais tão interessante - completa.
Para especialistas, ainda é cedo para dizer se a mudança para o
consumidor será ou não positiva. Enquanto isso, o instituto
recomenda que os clientes monitorem suas contas por pelo menos
dois meses para que possa descobrir seu perfil de utilização, ou
seja, saber quantos minutos gasta por mês, em média.
Assim, quando as operadoras implementarem de vez as mudanças e
lançarem os planos de minutos, o consumidor vai poder contratar
o plano mais adequado para o seu perfil de uso. O conselho da
PROTESTE vale tanto para ligações de voz quanto para navegação
por internet discada.
Como a conta não era discriminada, o consumidor não sabia quantos
minutos costumava usar. Agora, fica difícil para ele descobrir
seu perfil. Ele deve monitorar a conta por dois, três meses e,
claro, pedir à telefônica a discriminação de gastos em minutos
na conta para que ele possa conhecer seu perfil de uso.
Como calcular gastos
com as novas regras?
Conexão será descontada da franquia.
Como calcular o preço da navegação por internet discada?
Segundo As operadoras de telefonia, para saber quanto vai gastar o
cliente deverá multiplicar a tarifa pelo número de minutos de
utilização do serviço.
Seria simples assim não fosse o tamanho da tarifa, que aumenta
consideravelmente com as mudanças da Anatel. Segundo a agência,
uma hora de acesso à web em um dia de semana, no horário
comercial, atualmente sai por R$2,25.
Com a mudança, o valor ficará em R$5,70, um aumento de 157%.
Quem não quiser aderir a planos alternativos de conexão ou preferir
não contratar mais um serviço fixo mensal, deve ter em mente que
ficará muito mais caro navegar na internet por conta própria.
Em horário reduzido, onde hoje paga-se um pulso único das 24h às
6h, o cliente terá descontado o equivalente a dois minutos de
ligação de sua franquia mensal ou, se esta já estiver excedido,
pagará dois minutos além da franquia. A franquia básica definida
pela Anatel será de 200 minutos para usuários residenciais.
Em horário comercial, o usuário poderá pagar mais que o dobro para
se conectar à internet. Ou seja, a saída é se conectar em
horário reduzido (e usar a franquia) ou contratar um plano fixo
e navegar em paz.
Como
navegar com a banda larga da OK INTERNET
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